{"id":3196,"date":"2023-10-05T20:40:20","date_gmt":"2023-10-05T20:40:20","guid":{"rendered":"https:\/\/ajmonnet.eu\/?p=3196"},"modified":"2025-07-29T11:45:27","modified_gmt":"2025-07-29T09:45:27","slug":"rearmer-leurope-un-enjeu-aussi-vital-que-multiple","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ajmonnet.eu\/pt\/rearmer-leurope-un-enjeu-aussi-vital-que-multiple\/","title":{"rendered":"Rearmar a Europa: um desafio t\u00e3o vital quanto multifacetado"},"content":{"rendered":"<p>\"Estou \u00e0 frente de um ex\u00e9rcito que n\u00e3o tem nada\". Esta observa\u00e7\u00e3o amarga de Alfons Mais, inspetor-geral da Bundeswehr, ap\u00f3s a s\u00fabita agress\u00e3o da R\u00fassia de Putin \u00e0 Ucr\u00e2nia, pode ser dirigida tanto \u00e0 Europa como apenas \u00e0 Alemanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta c\u00f3lera e esta consterna\u00e7\u00e3o ter\u00e3o certamente agradado a Ursula von der Leyen, Presidente da Comiss\u00e3o Europeia e antiga Ministra da Defesa alem\u00e3. Mas os outros dirigentes europeus n\u00e3o podem eximir-se dela, ap\u00f3s trinta anos de miopia em que quase n\u00e3o procuraram, para al\u00e9m da preserva\u00e7\u00e3o pela Fran\u00e7a dos instrumentos da sua dissuas\u00e3o nuclear, recuperar qualquer capacidade de defesa aut\u00f3noma, apesar dos cinquenta anos anteriores de depend\u00eancia militar absoluta dos Estados Unidos e de um confronto frontal e glacial com uma R\u00fassia totalit\u00e1ria. Agora, a R\u00fassia, regressada aos seus piores dem\u00f3nios depois de uma reconvers\u00e3o liberal ca\u00f3tica que se transformou em m\u00e1fia, quer vingar com as armas a sua expuls\u00e3o do continente e o seu decl\u00ednio pol\u00edtico e econ\u00f3mico.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel tomar medidas correctivas numa situa\u00e7\u00e3o destas sem que todas as provas da culp\u00e1vel falta de seguran\u00e7a da Uni\u00e3o Europeia sejam claramente reveladas e todas as li\u00e7\u00f5es devidamente retiradas. Um vasto programa!<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Uma acumula\u00e7\u00e3o de resultados preocupantes<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A \"globaliza\u00e7\u00e3o feliz\" preconizada por uma Uni\u00e3o Europeia despreocupada, adormecida sob os seus louros comerciais, deu agora lugar a uma redistribui\u00e7\u00e3o mundial das cartas, com o confronto armado na Ucr\u00e2nia, a crise energ\u00e9tica desencadeada pelas san\u00e7\u00f5es contra a R\u00fassia e a afirma\u00e7\u00e3o de um eixo hostil em torno dos BRICS. Estes combinam as pot\u00eancias emergentes do \"Sul global\" com ditaduras de todos os tipos, incluindo uma China cada vez mais ambiciosa e dominadora e uma R\u00fassia cada vez mais vingativa e agressiva, ambas desejosas de nos expulsar de \u00c1frica e das nossas outras posi\u00e7\u00f5es no mundo. Todos estes Estados est\u00e3o unidos por um distanciamento ostensivo, se n\u00e3o mesmo uma oposi\u00e7\u00e3o total, ao Ocidente, ao seu dom\u00ednio passado, \u00e0s suas posi\u00e7\u00f5es actuais e, em graus diferentes, \u00e0s suas liberdades e valores democr\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 medida que uma guerra total se desenrola na Ucr\u00e2nia, \u00e0s portas da Europa, a fraqueza intr\u00ednseca da Europa tornou-se, finalmente percet\u00edvel para todos, um perigo mortal. A ajuda que est\u00e1 a fazer o seu melhor para fornecer aos ucranianos, com o apoio da NATO, n\u00e3o seria suficiente sem a contribui\u00e7\u00e3o decisiva dos Estados Unidos, o l\u00edder todo-poderoso e indiscut\u00edvel da Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica, ao mesmo tempo que contribui, dado o estado deplor\u00e1vel dos arsenais europeus, para agravar o seu pr\u00f3prio desarmamento face \u00e0 R\u00fassia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Estados Unidos n\u00e3o hesitam em fazer com que os europeus paguem por esta depend\u00eancia de seguran\u00e7a duradoura, em termos pol\u00edticos, econ\u00f3micos, tecnol\u00f3gicos e comerciais, para al\u00e9m de meios n\u00e3o declarados de controlo intrusivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o pior para a Europa \u00e9 que a sua depend\u00eancia implica, mais do que nunca, o grande risco de os Estados Unidos, em fun\u00e7\u00e3o das suas pr\u00f3prias elei\u00e7\u00f5es e da situa\u00e7\u00e3o no Pac\u00edfico, reconsiderarem a for\u00e7a do seu empenhamento europeu.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o podemos ignorar a crise migrat\u00f3ria fora de controlo que a Europa enfrenta devido \u00e0 press\u00e3o da \u00c1frica subsariana, com as suas situa\u00e7\u00f5es tr\u00e1gicas e as suas muitas v\u00edtimas, mas tamb\u00e9m com uma escala que se est\u00e1 a tornar esmagadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Assistiremos aos efeitos calamitosos de uma demografia africana explosiva, num contexto de guerras internas, de popula\u00e7\u00f5es abandonadas, martirizadas ou fanatizadas, e de desestabiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica activada de forma sub-rept\u00edcia pela China e pela R\u00fassia. Por seu lado, a Europa, com o seu manancial de ajudas sociais e de ONG de todos os tipos, vive uma depress\u00e3o demogr\u00e1fica sim\u00e9trica, apesar dos grandes contingentes de imigrantes j\u00e1 instalados no seu territ\u00f3rio. Sem uma identidade espec\u00edfica forte nem uma organiza\u00e7\u00e3o unificada com fronteiras comuns, a sua falta de lideran\u00e7a pol\u00edtica deixa os Estados do Sul a bra\u00e7os com as chegadas maci\u00e7as, que uma \"m\u00e3o invis\u00edvel\" de Bruxelas tenta depois distribuir em quotas improvisadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por muito atraente que possa parecer a estes migrantes, a Europa n\u00e3o se tornou, de modo algum, um para\u00edso econ\u00f3mico, o Eldorado da \"economia mais competitiva do mundo\" prometida pela sua ilus\u00f3ria Estrat\u00e9gia de Lisboa 2000-2010, que, sem qualquer programa s\u00e9rio, apostava na continua\u00e7\u00e3o de ventos favor\u00e1veis e no interc\u00e2mbio de \"boas pr\u00e1ticas\" para assumir a lideran\u00e7a na corrida \u00e0s novas tecnologias.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se limitou a perder a corrida. Foi duramente atacada por todos os lados, e nos dom\u00ednios mais estrat\u00e9gicos para o futuro. Embora tenha conservado o seu saber-fazer e posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a em certos dom\u00ednios, como a aeron\u00e1utica, o espa\u00e7o e, no caso da Fran\u00e7a, a energia nuclear, a sua competitividade industrial e tecnol\u00f3gica global tem vindo a diminuir constantemente ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, com um fosso crescente e dif\u00edcil de colmatar face a uma revolu\u00e7\u00e3o digital com in\u00fameras aplica\u00e7\u00f5es e repercuss\u00f5es. Veremos, entre outras coisas, as consequ\u00eancias de uma pol\u00edtica de concorr\u00eancia particularmente m\u00edope por parte da Comiss\u00e3o de Bruxelas, que fez tudo o que estava ao seu alcance para impedir a emerg\u00eancia de campe\u00f5es europeus, ao mesmo tempo que abria sem limites o mercado europeu aos gigantes americanos e asi\u00e1ticos, tanto na ind\u00fastria como nos servi\u00e7os, que agora nos dominam sem contesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo vendido sem compensa\u00e7\u00e3o muitas das suas patentes, marcas e carros-chefe tecnol\u00f3gicos, incapaz de criar os seus pr\u00f3prios \"GAFA\" e for\u00e7ada a condicionar cada vez mais as suas exporta\u00e7\u00f5es industriais a transfer\u00eancias de tecnologia chave-na-m\u00e3o, a Europa ficou muito atr\u00e1s dos Estados Unidos, enquanto a China, seguida por outros concorrentes emergentes, a apanhou e ultrapassou nos \u00faltimos vinte anos a um ritmo verdadeiramente espantoso.<\/p>\n\n\n\n<p>No passado, a Europa importava m\u00e3o de obra para produzir e exportar os seus produtos industriais num mundo onde tinha adquirido uma posi\u00e7\u00e3o comercial de primeiro plano. Hoje, relegada sobretudo para uma economia de servi\u00e7os, sobre a qual n\u00e3o tem qualquer garantia de controlo, sobreendividada pelo peso dos seus encargos sociais, importa a maior parte dos seus produtos industriais, enfrentando uma press\u00e3o migrat\u00f3ria indesej\u00e1vel, uma guerra total \u00e0 sua porta, um expansionismo russo desenfreado, uma depend\u00eancia securit\u00e1ria sem fim, uma crise energ\u00e9tica estrutural, o desaparecimento da cena internacional e a hostilidade de um \"Sul global\" ressentido. Ser\u00e1 poss\u00edvel ofuscar um quadro destes?<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Necessidades vitais que se tornaram urgentes<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Face a esta crise sem precedentes que desafia a Europa em todos os dom\u00ednios, o tempo escasseia. Face a um tornado de ventos contr\u00e1rios, a sua pol\u00edtica comunit\u00e1ria de pequenos passos, t\u00e3o comedidos, t\u00e3o insuficientes e tantas vezes interrompidos por longas pausas ou mesmo por verdadeiros retrocessos, n\u00e3o pode continuar.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o fazer mais nada seria programar o decl\u00ednio inevit\u00e1vel da Europa, prel\u00fadio de um decl\u00ednio fatal que j\u00e1 \u00e9 percet\u00edvel num mundo em profunda convuls\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\"Rearmar a Europa\" n\u00e3o significa apenas dot\u00e1-la finalmente das armas defensivas necess\u00e1rias para garantir a sua seguran\u00e7a aut\u00f3noma e dissuadir os seus advers\u00e1rios, sejam eles potenciais, declarados ou expl\u00edcitos, de qualquer agress\u00e3o, neutraliza\u00e7\u00e3o ou mesmo subjuga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Este rearmamento implicar\u00e1, em sentido lato, o reequipamento, de alto a baixo, de uma estrutura europeia atualmente reduzida a arranjos de \u00faltima hora, ou seja, a remendos superficiais insuficientes para resistir eficazmente e mesmo para reconquistar - porque \u00e9 menos necess\u00e1rio do que nunca renunciar - as posi\u00e7\u00f5es perdidas face \u00e0s tempestades que se levantaram e \u00e0s novas que amea\u00e7am.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, e sem d\u00favida antes de mais, porque tudo est\u00e1 ligado, trata-se de redescobrir a f\u00e9, a convic\u00e7\u00e3o e a determina\u00e7\u00e3o de agir em conjunto que s\u00e3o a \u00fanica forma de rearmar politicamente a Europa, em termos de identidade e de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Evidentemente que, com vinte e sete Estados-Membros e, em breve, com mais de trinta, temos ainda de encontrar formas de ligar todas estas quest\u00f5es e de lhes dar resposta. Esta \u00e9 a quest\u00e3o essencial e, na verdade, a \u00fanica. A tomada de consci\u00eancia da amplitude do nosso decl\u00ednio ser\u00e1 in\u00fatil se n\u00e3o houver acordo sobre os meios operacionais para o remediar eficazmente, sem receio de ter de virar uma mesa que se tornou demasiado inst\u00e1vel!<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Uma condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via franco-alem\u00e3 essencial<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Uma primeira prioridade ser\u00e1 dissipar rapidamente o mal-estar, reconhecidamente intermitente e difuso e n\u00e3o evidente, que afecta atualmente as rela\u00e7\u00f5es franco-alem\u00e3s. O Tratado de Aachen de 2019, que deveria reavivar o Tratado do Eliseu franco-alem\u00e3o de 1963, n\u00e3o o conseguiu. Em vez de se comprometer com o aprofundamento de uma verdadeira integra\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, diplom\u00e1tica e de seguran\u00e7a, este tratado mal aconselhado preferiu multiplicar as suas promessas desorganizadas de formas de coopera\u00e7\u00e3o m\u00faltiplas e sup\u00e9rfluas, sem ter em conta os progressos realizados na constru\u00e7\u00e3o europeia desde 1963, as repercuss\u00f5es do Brexit, os desafios da nossa seguran\u00e7a comum ou as convuls\u00f5es em curso na cena mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o foi dada qualquer resposta aos projectos de uni\u00e3o pol\u00edtica anteriormente propostos pela Alemanha aos Presidentes Mitterrand e depois Chirac, ou mesmo na dire\u00e7\u00e3o oposta \u00e0s perspectivas de revitaliza\u00e7\u00e3o europeia apresentadas pelo Presidente Macron nos seus discursos na Sorbonne, em Estrasburgo e em Berlim.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo contr\u00e1rio, o clima bilateral deteriorou-se progressivamente, para al\u00e9m e apesar da frente comum europeia felizmente oposta \u00e0 agress\u00e3o russa na Ucr\u00e2nia, com san\u00e7\u00f5es que ter\u00e3o custado particularmente \u00e0 Alemanha, for\u00e7ada a reconsiderar toda a sua pol\u00edtica de importa\u00e7\u00e3o de energia da R\u00fassia e a sacrificar as gigantescas infra-estruturas criadas com esta \u00faltima.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas esta solidariedade europeia com a Ucr\u00e2nia n\u00e3o impediu o Chanceler Scholz de ir sozinho a Pequim para assegurar o seu pr\u00f3prio com\u00e9rcio bilateral, depois de favorecer a ind\u00fastria americana no seu programa de rearmamento nacional de 100 mil milh\u00f5es de euros, antes de inaugurar um programa europeu de defesa para os c\u00e9us da Europa, que acabou por n\u00e3o ter qualquer participa\u00e7\u00e3o francesa!<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos ver nesta dessincroniza\u00e7\u00e3o e nestes cortes na parceria m\u00fatua os efeitos de um ressentimento alem\u00e3o subjacente, mas n\u00e3o dito, por ainda ser tratada, oitenta anos ap\u00f3s o fim da Segunda Guerra Mundial, como um p\u00e1ria do poderoso Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, com a Fran\u00e7a a persistir em recusar qualquer partilha europeia do seu lugar permanente acordado em 1945 pelos Aliados.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, h\u00e1 uma maneira de resolver a situa\u00e7\u00e3o e de reconstruir um interesse comum forte e verdadeiramente unido com a Alemanha, abrindo novas perspectivas pol\u00edticas, diplom\u00e1ticas, de seguran\u00e7a, industriais e tecnol\u00f3gicas. Para tal, teria sido necess\u00e1rio concluir um pacto bilateral que garantisse que as posi\u00e7\u00f5es expressas pela Fran\u00e7a no Conselho de Seguran\u00e7a passariam a ser expressas em nome dos dois pa\u00edses, o primeiro passo para a afirma\u00e7\u00e3o de uma voz europeia \u00fanica. Porque \u00e9 que n\u00e3o o fizemos e porque \u00e9 que nos havemos de surpreender quando sofremos, em contrapartida, reveses semelhantes?<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>A procura de uma maioria din\u00e2mica entre os vinte e sete Estados-Membros<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 claro que uma andorinha s\u00f3 n\u00e3o faz uma primavera e que um tal acordo franco-alem\u00e3o n\u00e3o teria sido suficiente, por si s\u00f3, para tirar uma Europa do marasmo que, com vinte e sete membros, j\u00e1 n\u00e3o se assemelha \u00e0 Europa dos seis pa\u00edses fundadores, posta em marcha por Robert Schuman e Jean Monnet, depois de terem reunido o apoio do chanceler Adenauer. A perspetiva de um \"diret\u00f3rio franco-alem\u00e3o\" \u00e9 mesmo suscet\u00edvel de incomodar, hoje em dia, algumas pessoas, nomeadamente no Sul e no Leste da Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 por isso que o tandem franco-alem\u00e3o, ao mesmo tempo que parece mais vital do que nunca para restaurar a for\u00e7a motriz da integra\u00e7\u00e3o europeia e o seu rearmamento total, deveria, se ousasse embarcar num tal golpe pol\u00edtico, prestar uma aten\u00e7\u00e3o extrema ao envolvimento de todos os seus parceiros europeus que desejam partilhar o seu avan\u00e7o sem precedentes em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta maioria incluiria, sem d\u00favida, os seis pa\u00edses fundadores, mas tamb\u00e9m muitos outros, embora n\u00e3o seja poss\u00edvel identific\u00e1-los e cont\u00e1-los antes de dar este primeiro passo. Mas n\u00e3o seria descabido esperar a forma\u00e7\u00e3o progressiva de uma nova maioria pol\u00edtica federativa no seio dos vinte e sete, como primeiro passo para um rearmamento efetivo e aut\u00f3nomo da Europa a todos os n\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Apoio p\u00fablico previs\u00edvel<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Perante esta perspetiva, muitos se interrogar\u00e3o tamb\u00e9m sobre a atitude da opini\u00e3o p\u00fablica europeia, atualmente t\u00e3o aberta \u00e0s correntes populistas e euroc\u00e9pticas, mesmo que uma parte crescente dos seus dirigentes assuma o risco pol\u00edtico e eleitoral de acelerar a integra\u00e7\u00e3o comum.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a quest\u00e3o parece menos arriscada do que pode parecer \u00e0 primeira vista, porque \u00e9 geralmente t\u00e3o mal colocada como mal interpretada. Todas as sondagens de opini\u00e3o realizadas junto dos europeus mostraram que as reac\u00e7\u00f5es de desafio ou de hostilidade em rela\u00e7\u00e3o a Bruxelas n\u00e3o s\u00e3o dirigidas contra a integra\u00e7\u00e3o europeia em si, mas contra a Uni\u00e3o tal como funciona atualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o que sentem que a UE \u00e9 t\u00e3o r\u00e1pida a enfraquecer ou mesmo a abolir as protec\u00e7\u00f5es nacionais como \u00e9 lenta ou mesmo incapaz de as substituir por protec\u00e7\u00f5es europeias tang\u00edveis. Motivada para ativar a livre circula\u00e7\u00e3o de capitais, ansiosa por organizar a distribui\u00e7\u00e3o interna dos migrantes de pa\u00edses terceiros, a Uni\u00e3o Europeia parece n\u00e3o ter pressa em dotar-se de uma lideran\u00e7a pol\u00edtica eficaz, de funcion\u00e1rios aduaneiros comuns unificados nas fronteiras externas ou de um ex\u00e9rcito aut\u00f3nomo, moderno e dissuasor.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas sondagens indicam tamb\u00e9m que a opini\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o seria de modo algum hostil \u00e0 emerg\u00eancia de um or\u00e7amento europeu finalmente significativo, em vez dos 1% do PIB europeu t\u00e3o escassamente atribu\u00eddos pelos Estados-Membros cujos or\u00e7amentos pr\u00f3prios confiscam metade desse PIB, desde que essa transfer\u00eancia fosse acompanhada de um quadro comum que eliminasse a fraude e as iniquidades fiscais entre Estados, apoiasse efetivamente uma seguran\u00e7a colectiva cred\u00edvel e contribu\u00edsse diretamente para uma recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica percet\u00edvel, com os novos empregos que lhe est\u00e3o associados.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, os contribuintes congratular-se-iam com o facto de essa transfer\u00eancia, ao criar economias de escala significativas, aliviar uma carga fiscal global que se tornou insuport\u00e1vel em resultado da duplica\u00e7\u00e3o e da abordagem esbanjadora \"cada um por si\" dos Estados-Membros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Dotarmo-nos dos verdadeiros meios para uma seguran\u00e7a aut\u00f3noma<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Garantir uma seguran\u00e7a colectiva livre de qualquer press\u00e3o, dom\u00ednio ou intimida\u00e7\u00e3o exigiria da Europa um esfor\u00e7o de rearmamento industrial e competitivo sem precedentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para tal seria uma mudan\u00e7a fundamental na posi\u00e7\u00e3o da Comunidade relativamente \u00e0s quest\u00f5es de defesa, que atualmente est\u00e3o essencialmente exclu\u00eddas da sua compet\u00eancia. Por exemplo, as encomendas dos Estados-Membros no dom\u00ednio da defesa n\u00e3o s\u00e3o abrangidas pela abertura dos mercados de contratos p\u00fablicos, quando deveriam n\u00e3o s\u00f3 ser abrangidas, mas tamb\u00e9m ser objeto de verdadeiras prefer\u00eancias m\u00fatuas, \u00fanica forma de conseguir a autonomia pol\u00edtica e industrial da defesa europeia.<\/p>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo, em vez de as desencorajar, a Comiss\u00e3o deveria promover e acelerar a coopera\u00e7\u00e3o europeia e os agrupamentos industriais para assegurar que recuperamos os nossos atrasos tecnol\u00f3gicos, nomeadamente no dom\u00ednio da tecnologia digital, da intelig\u00eancia artificial e da rob\u00f3tica, que est\u00e3o a revolucionar todos os dados e todos os sectores, a come\u00e7ar pela defesa. No rearmamento, deve ser dada especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 aeron\u00e1utica, aos lan\u00e7adores e aos m\u00edsseis, aos sat\u00e9lites e ao espa\u00e7o, bem como ao controlo mar\u00edtimo. Uma tal reorienta\u00e7\u00e3o europeia criaria um grande n\u00famero de empregos inovadores e redes de subcontrata\u00e7\u00e3o sem precedentes, envolvendo numerosas PME \u00e0 escala europeia.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o mais sens\u00edvel continuaria a ser, naturalmente, a dissuas\u00e3o nuclear. A Alemanha e outros pa\u00edses europeus n\u00e3o t\u00eam falta dessas armas no seu territ\u00f3rio, mas sob controlo exclusivo americano. Perante seis mil ogivas nucleares russas e cinco mil e quinhentas americanas, a Fran\u00e7a, a \u00fanica pot\u00eancia nuclear aut\u00f3noma da Uni\u00e3o Europeia ap\u00f3s a sa\u00edda dos brit\u00e2nicos, pode dispor de trezentas, a maior parte delas bem escondidas nos mares do mundo, capazes de fornecer uma dissuas\u00e3o suficientemente cred\u00edvel e formid\u00e1vel contra o absurdo de um overkill.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 ent\u00e3o conceb\u00edvel que a Fran\u00e7a possa estender a sua prote\u00e7\u00e3o dissuasora a toda a Uni\u00e3o Europeia, participando esta \u00faltima, em contrapartida, no reequipamento correspondente de um sistema ao seu servi\u00e7o (porta-avi\u00f5es, submarinos, m\u00edsseis)? Esta perspetiva seria, sem d\u00favida, aceit\u00e1vel para os nossos parceiros europeus se esta dissuas\u00e3o se baseasse em garantias firmes e irrevers\u00edveis, acompanhando a afirma\u00e7\u00e3o de um ex\u00e9rcito convencional comum eficaz e modernizado sob comando europeu. Caber\u00e1 a este \u00faltimo, se necess\u00e1rio, defender a Uni\u00e3o Europeia contra qualquer escalada ou prolongamento de uma guerra de alta intensidade como a da Ucr\u00e2nia, sendo que a dissuas\u00e3o nuclear existe apenas para proteger contra qualquer tenta\u00e7\u00e3o da outra parte de a utilizar.<\/p>\n\n\n\n<p>Um tal rearmamento aut\u00f3nomo da Uni\u00e3o seria feito mantendo-se fiel \u00e0 Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica e \u00e0 NATO, mas sem nos infligir uma depend\u00eancia eterna e incondicional sujeita apenas \u00e0 boa vontade do nosso poderoso aliado americano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Enfrentar a incerteza do futuro arriscando a ousadia hoje<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para uma Europa que tinha esquecido as li\u00e7\u00f5es do \"si vis pacem, para bellum\" e que est\u00e1 agora a pagar o pre\u00e7o exorbitante, chegou o momento de fazer uma escolha. Perante a persist\u00eancia de um dom\u00ednio americano indiviso e a ascens\u00e3o de novos imperialismos que a olham com uma condescend\u00eancia mal disfar\u00e7ada, procurando por todos os meios competir com ela, marginaliz\u00e1-la, desaloj\u00e1-la, dividi-la ou mesmo subjug\u00e1-la, ser\u00e1 que a Europa vai finalmente mostrar um m\u00ednimo de aud\u00e1cia, finalmente consciente de que \"o verdadeiro respeito exige a coragem do risco\"?<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Europa de hoje, este risco chama-se integra\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, condi\u00e7\u00e3o do seu rearmamento global. \u00c0 escala mundial, os europeus encolheram. Divididos, tornaram-se insignificantes, brinquedos f\u00e1ceis para todo o tipo de manipula\u00e7\u00f5es externas. Mas unidos, podem transcender-se numa pot\u00eancia federada de quinhentos milh\u00f5es de habitantes, capaz de jogar em p\u00e9 de igualdade com todos os outros, de se fazer respeitar e de participar ativamente numa outra globaliza\u00e7\u00e3o, mais calma, mais equilibrada, mais respeitadora dos direitos e das liberdades de todos e mais preocupada com novas prioridades comuns, nomeadamente ambientais, para o planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, de que \u00e9 que estamos \u00e0 espera?<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00ab&nbsp;Je suis en charge d\u2019une arm\u00e9e d\u00e9nu\u00e9e de tout&nbsp;\u00bb. Ce constat amer d\u2019Alfons Mais, g\u00e9n\u00e9ral inspecteur de la Bundeswehr, suite \u00e0 l\u2019agression soudaine de l\u2019Ukraine par la Russie de Poutine, peut s\u2019adresser tout autant \u00e0 l\u2019Europe qu\u2019\u00e0 la seule Allemagne. 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